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Montepio. Tomás Correia acusado de ajuda GES, mas afasta demissão

Montepio. Tomás Correia acusado de ajuda GES, mas afasta demissão

Sónia Peres Pinto 20/03/2017 11:46

Os nove antigos gestores e membros do conselho geral e da supervisão da caixa económica são acusados de várias contraordenações, arriscando coimas que ascendem aos quatro milhões.

 

O presidente da Associação Mutualista, Tomás Correia, recusa demitir-se do cargo e garante que vai levar o seu mandato até ao fim. Ainda assim, "se alguma vez se colocar a possibilidade de transitar em julgado algo a meu desfavor, em qualquer tribunal, quaisquer atos ilícitos", abdicará. No entanto, afirma que está "profundamente convicto e seguro de que isso não vai acontecer". "Estou tranquilo relativamente ao desfecho destas, e de outras acusações que me foram dirigidas”, acrescenta.

Esta reação surge depois da acusação feita pelo Banco de Portugal (BdP) de ter financiado o Grupo Espírito Santo (GES) quando a instituição bancária já apresentava notórias dificuldades financeira, juntamente com mais oito antigos responsáveis do Montepio Geral/Caixa Económica (MG), revelou o Jornal de Negócios.

Tomás Correia recuse-a a comentar a acusação, dizendo apenas que está questão é sigilosa e, como tal, “não é possível publicamente contrapor as matérias de facto da acusação, reduzindo o devido espaço para esclarecimento”. 

“Não é difícil contextualizar as notícias num momento em que se questiona a separação da Caixa Económica do património que pertence aos Associados da Associação Mutualista. É precisamente para nos batermos contra esse tipo de correntes, que em nada favorecem o bom nome do Montepio e dos trabalhadores e gestores que aqui trabalham, que levarei até ao fim o mandato que me foi confiado, ao serviço de todos os Associados do Montepio”, salienta o presidente da associação mutualista.

Segundo o Jornal de Negócios, os nove antigos gestores e membros do conselho geral e da supervisão da caixa económica são acusados de várias contraordenações, arriscando coimas que ascendem aos quatro milhões de euros.

O processo resulta da infração de regras de concessão de crédito e de irregularidades a nível de controlo interno, bem como de normas e limites no financiamento a partes relacionadas.

Em causa está o facto de Paulo Guilherme, filho do construtor José Guilherme, que pagou comissões ao ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, ter utilizado um financiamento de 18 milhões de euros concedido pela Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), através do Finibanco Angola, para adquirir unidades de participação no Fundo de Participação Caixa Económica Montepio Geral.

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