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Novas gerações já vão ao médico através das tecnologias

Novas gerações já vão ao médico através das tecnologias

Shutterstock Jornal i 19/04/2017 15:22

Há quem acredite que as consultas já podem ser feitas através de um videochat

As tecnologias evoluem, as pessoas acompanham e a saúde acaba por não ser exceção. Nos dias de hoje, a maior parte das pessoas pesquisa os sintomas antes de se deslocarem ao médico. A partir daí, marcam as suas consultas online, enviam mensagem antes de pensarem em ir às urgências e recebem as receitas por email.

Estas práticas são mais comuns em problemas que não são físicos e em adolescentes, o que mostra como poderá vir a ser a saúde num curto prazo de tempo. A prática clínica mostra que a psicologia é cada vez mais procurada através da internet, como é o caso de consultas via Skype, mensagens pelo Whatsapp ou Messenger.

Estas práticas já são uma constante na vida de vários psicólogos.

De acordo com uma psicóloga clínica, Bárbara Ramos Dias, “sou muito procurada para acompanhamento online, principalmente por alguns grupos específicos, como é o caso dos emigrantes e adolescentes. No caso dos primeiros, esta procura existe essencialmente porque ao viverem fora do seu país por vezes têm pouco à vontade com a língua, preferem exprimir os seus sentimentos em português. Quase diariamente falo com emigrantes de todos os cantos do mundo. No caso dos adolescentes, a procura da psicologia através das novas tecnologias é uma forma de quebrarem as barreiras e o medo de irem a uma consulta com um psicólogo. O online permitiu-nos estar mais próximo e ajudar os doentes, também a sentirem-se mais acompanhados”, revela a psicóloga.  

Patologias (dos adolescentes) mais comuns neste tipo de consultas

- Crises de ansiedade
- Ataques de pânico
- Perturbação do sono
- Stresse
- Baixa auto-estima

As gerações mais novas sofrem cada vez mais com o bullying e com este tipo de patologias e, portanto, encontram nestas plataformas uma forma de confrontarem os seus problemas sem terem a necessidade de o fazer cara a cara.

Para Bárbara Ramos, a distância não torna a relação impessoal, bem pelo contrário. O acompanhamento digital do paciente permite quebrar barreiras e, de certa forma, estabelecer uma ligação empática própria entre terapeuta/paciente.

 

 

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