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José Cabrita Saraiva 21/04/2017
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@newsplex.pt

No dérbi de amanhã, há quem não mereça festejar a vitória

O Benfica e o Sporting jogam amanhã o dérbi que, muito possivelmente, vai definir o próximo campeão nacional de futebol.

O Benfica e o Sporting jogam amanhã o dérbi que, muito possivelmente, vai definir o próximo campeão nacional de futebol. Como tem acontecido noutras temporadas, o nível de tensão foi aumentando à medida que o jogo decisivo se aproximava, até se gerar um clima quase irrespirável. Na televisão, cada comentador defende a sua dama, discutem-se as arbitragens à exaustão e lançam-se farpas aos adversários.

Não admira, portanto, que no fim de semana passado tenhamos ouvido cânticos absolutamente repugnantes nos jogos de futsal e andebol que opuseram os rivais de Lisboa. Elementos da claque encarnada referiram-se à morte de um adepto sportinguista no Jamor, em 1996, como se fosse um acontecimento a celebrar, ao mesmo tempo que, de maneira infame, imitavam o silvo de um very light. Dias antes, os Super-Dragões foram notícia no mundo inteiro por terem cantado “Ai quem me dera, ai quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica”.

E, ao que alegam os benfiquistas, a claque do Sporting também tem cânticos em que rejubila com a morte de Eusébio. Os comentadores afetos aos clubes tendem a justificar os erros dos seus adeptos com os erros dos outros. Por mim, penso que não só não há desculpa possível para os cânticos criminosos como que estes só mostram que o comportamento selvático não é exclusivo deste ou daquele clube: é um apanágio das claques, ou pelo menos de alguns dos seus elementos. Este sábado, se o Benfica vencer, será quase de certeza o campeão nacional pela quarta vez consecutiva. Se, pelo contrário, a vitória couber aos leões, Jorge Jesus poderá salvar uma época em que não conseguiu cumprir nenhum dos objetivos a que se propunha.

Tirar o tetra aos rivais será uma espécie de prémio de consolação para os sportinguistas e dará um novo alento aos simpatizantes do FC Porto. Em qualquer destes cenários, pelo menos um dos clubes terá motivos para sorrir. Creio, no entanto, que há adeptos que não merecem essa alegria. Será assim tão difícil identificá-los e impedir a sua entrada nos recintos desportivos? 

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