25/6/17
 
 
Vítor Rainho 17/05/2017
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

O futuro vai ser mais justo, é inevitável

Os avanços tecnológicos, é mais do que sabido, vão enviar para o desemprego cada vez mais pessoas.

A franja de excluídos da sociedade tenderá, pois, a aumentar, e a esse “problema” das sociedades avançadas junta-se a questão dos imigrantes das guerras e das fomes. Se olharmos para países como o Brasil, percebemos que o caminho a seguir terá de ser diferente.

Não podemos estar a criar tantas desigualdades que impossibilitem uma convivência minimamente saudável. Por isso, os mais ricos vão ter de olhar de outra forma para a sociedade e terão de perceber que o futuro assentará forçosamente numa melhor distribuição da riqueza. Se os robôs fazem o trabalho de tantas pessoas, há que criar um imposto que não deixe os excluídos na miséria.

Alguns países já estão a criar um ordenado para todos aqueles que não têm trabalho – e não é o subsídio de desemprego –, e percebe-se porquê. Afinal, a história dos “Brasis” não pode existir em países onde a segurança é um bem essencial. Se os brasileiros ou os turcos, por exemplo, fogem dos seus países à procura de refúgios como o nosso país, é porque as suas vidas se tornaram insuportáveis. 


Portugal está, obviamente, longe desses dois mundos – da insegurança e do “excesso” de dinheiro. Nem temos insegurança nem temos riqueza suficiente para criar o tal ordenado.Mas num futuro não muito distante haveremos de caminhar nessa direção. Há quem diga que, ao criar-se um “fundo de maneio” para os desempregados, se está a incentivar uma sociedade de parasitas que não querem trabalhar. Penso que o futuro demonstrará que não é assim.

O desemprego tenderá a subir nas sociedades desenvolvidas e a única forma de tornar a vida suportável é não deixar cair aqueles que são afastados pelos progressos tecnológicos. Como alguém já disse, até pode nem ser por uma questão de caridade e de justiça social.Mas tornar-se-á obrigatório até para que a insegurança não torne a vida um inferno para todos os que vivem no mesmo país. Não vai haver volta a dar.

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