23/5/17
 
 
João Gomes Almeida 19/05/2017
João Gomes De Almeida
Cronista

opiniao@newsplex.pt

Rui Moreira tem razão

Ana Catarina Mendes, ao tentar colar o PS à mais que provável vitória eleitoral de Rui Moreira no Porto, colocou-se naturalmente a jeito para o que veio a acontecer depois

Não sofro de qualquer tipo de “partidofobia”. Mas, de igual modo, não tenho paciência para aturar a cegueira daqueles que acham que a democracia começa e acaba nos partidos.

Não acho que os políticos sejam todos vigaristas e mal--intencionados. Mas, de igual modo, não tenho paciência para aturar aqueles que negam a existência de incompetentes, carreiristas, caciques e trafulhas em todos os aparelhos partidários.

Não acho que a política deva ser um santuário de pureza e castidade. Mas, de igual modo, não tenho paciência para aqueles que confundem serviço público com servirem-se do público.

Conheço políticos bem- -intencionados, com espírito de entrega à causa pública e que se movem por valores em que verdadeiramente acreditam. Da esquerda à direita, passando pelo centro. Em suma, não tenho nada contra bons políticos.

Acima de tudo, acho que a política deveria ser um serviço público oferecido à sociedade por pessoas com elevadas provas do seu mérito profissional (nas mais diversas áreas). Ou seja, a política deveria ser um ato de nobreza feito por alguém que nada tem a provar sobre o seu sucesso e que em nada precisa da política para melhorar a sua qualidade de vida. A bem da verdade, Rui Moreira representa um bocadinho aquilo em que acredito.

A vitória do movimento En Marche! do presidente Macron é a prova inequívoca de que o modelo político-partidário de um país pode, de um momento para o outro, ruir. Por sorte, desta vez não ruiu para o lado errado – em Espanha, esteve quase a ruir para o lado do Podemos.

A rutura do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, com o Partido Socialista explica-se de forma bastante simples. Nenhuma personalidade com o capital eleitoral, mediático e de simpatia popular que o edil do Porto tem está para aturar as traquinices de dirigentes de aparelhos partidários (sejam eles quais forem).

Ana Catarina Mendes, ao tentar colar o Partido Socialista à mais que provável vitória eleitoral de Rui Moreira no Porto, colocou-se naturalmente a jeito para o que veio a acontecer depois. Obviamente que Rui Moreira e o seu movimento não precisam do PS para nada, tal como, aliás, também nunca precisaram do CDS.

Toda esta trapalhada, levou a que o PS apresentasse à pressa um candidato. O mesmo candidato que ainda há umas semanas andava a tentar ser vice- -presidente de Rui Moreira e que passou quatro anos a elogiar o trabalho do mesmo. Manuel Pizarro não merecia a “sorte” que lhe calhou na rifa e bem que pode “agradecer” a Ana Catarina Mendes por isso.

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