23/5/17
 
 
José Paulo do Carmo 19/05/2017
José Paulo do Carmo

opiniao@newsplex.pt

A semana da moda do Funchal

12 anos depois da sua última edição regressa ao Funchal o seu maior evento de moda. É por isso natural a expectativa e curiosidade que vai sendo criada tanto pelas gentes da terra como pela própria indústria nacional do meio.

Nos dias 14, 15 e 16 de setembro a Praça do Município será o palco principal de uma iniciativa que irá juntar aos criadores madeirenses alguns dos grandes nomes nacionais e internacionais da área, como o português Nuno Gama, que nos tem habituado a criar sempre desfiles inovadores e é considerado unanimemente como uma referência, tal como Taibo Bacar, um dos nomes sonantes da nova vaga de estilistas africanos, tendo passado recentemente por duas das grandes semanas internacionais como Milão ou a da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Este evento assume também como um dos seus principais objectivos a criação de condições para o desenvolvimento da área na ilha da Madeira nas suas mais diversas vertentes, seja numa oportunidade para novos criadores, cabeleireiros, maquilhadores ou manequins, seja no combate à exclusão social, incentivando os jovens a adquirirem o gosto pela indústria. Foi criado para o efeito um casting sob o lema “Madeira New Faces” que pretende encontrar e captar os talentos escondidos não só relacionados com Moda mas também na apresentação, televisão e escrita, criando assim condições para que grande parte das 100 pessoas envolvidas na produção sejam produto da qualidade local.

É importante o ressurgimento deste e de outro tipo de acontecimentos que provoquem em primeiro lugar uma descentralização e que levem a outros pontos do País o melhor que se faz nos mais diversos ramos da nossa sociedade. Informar, criar e desenvolver é fundamental para um crescimento sustentado e é por isso que devemos instigar iniciativas que em primeiro lugar apoiem os jovens e lhes permitam abrir novas hipóteses de terem sucesso no futuro e depois que os façam lutar por objetivos concretos que lhes deem bons motivos para acreditar em perspetivas profissionais que lhes consigam retirar o melhor que têm para dar.

O nosso Turismo, que tanto tem dado que falar, também se faz destas pequenas coisas da criação de valor acrescentado e da abertura ao desenvolvimento local e regional para que possamos ser cada vez mais fortes e mais bem preparados tanto no combate à sazonalidade como no princípio de afirmação de um Portugal moderno, trabalhador e irreverente.

Do Algarve ao Minho, da Madeira aos Açores, precisamos de um País total que não se cinja a duas ou três cidades e que crie focos de interesse para crescermos em conjunto e mostrarmos ao Mundo que de pequeninos só temos mesmo o tamanho que aparece no Mapa e que com trabalho, esforço e visão podemos estar ao nível dos melhores. Já temos inclusive alguns exemplos disso. 

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